“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A transição da era está dentro de nós – e você, está preparado?


Sim: a mudança das Eras depende menos de cronologias que dos estados-de-consciência. E neste campo de subjetivismos, tudo pode acontecer, inclusive aquelas ilusões mais ou menos inerentes à própria transição.

Tornemos porém a coisa mais concreta. Queremos sair de Peixes para entrar em Aquário. Um dos motivos é porque a Era de Peixes “já deu o que tinha para dar”, e o que oferece agora é apenas uma casca vazia do ser vivo que um dia foi. Outra questão, é que já não queremos tanto a crença, e sim o conhecimento. Mas nisto, de tão habituados que estamos a crer, podemos cair nas armadilhas de apenas trocar de crenças, inclusive por outras que de certa forma apenas simulam o conhecimento, como pode ser até a tal da Ciência...



Ora, aquilo que realmente diferencia fé de conhecimento, não são os experimentos externos associados a outras visões de mundo, mas sim a experiência interior, coisa na prática muito relegada na Era anterior, até que São Francisco de Assis começou a mudar um pouco as coisas. A mudança de relato-de-mundo representa apenas uma contestação superficial a certo corpo de valores, e não uma nova experiência interna de fato. Serve assim como antítese à velha tese, mas ainda não constrói as sínteses necessárias.

Tem-se também o exemplo das crenças exóticas. Para muitos, a mudança de crenças já soa um avanço. Por vezes, crenças vagas vêm embutidas em novas práticas úteis, como sucede na associação entre reencarnação e ioga, ou mesmo com o Hinduísmo em geral.


Então, o importante é entender que o novo verdadeiro está associado a novas experiências e realizações –especialmente, é claro, daquele tipo que representa um avanço real no quadro da experiência humana em geral. Nem todos estarão preparados para dar este salto, e aí regressa inevitavelmente o tema da crença, sob todos os matizes.

Julga-se comumente que acreditar em coisas exóticas já significa uma renovação, quando na verdade devemos nos esforçar por superar a crença–pela-crença ou em acreditar em coisas que estão fora de nós. Na Era de Peixes se acreditava em seres sagrados, e isto era melhor do que acreditar em coisas ao modo de fetiche. O passo seguinte a evolução humana seria a auto-realização, mas tal coisa sempre demanda orientação e nem todos estarão preparados.

Nossa passividade tem, enfim, várias causas, entre elas o hábito milenar de esperar respostas fora de nós, e também a novidade da ilusão do intelecto como resposta para os problemas humanos. Assim como as misturas que se costuma fazer disto tudo, através das tecnoutopias, etc.

O primeiro desafio, neste caso, está em crer apenas naquilo que aqueles que realizaram sabem, e não em crer em qualquer coisa por conta própria, ou em coisas relatadas por embusteiros que almejam apenas impressionar os crédulos visando angariar seguidores cegos. Vale observar aqui os ensinamentos dos grandes seres como referência, de teor universal e equilíbrio.

O falso conhecimento é uma das grandes armadilhas para aqueles que se aventuram no mundo espiritual sem guias. Um sábio verdadeiro, sempre conduz as pessoas pela trilha do conhecimento seguro, através da simplicidade e da fraternidade, e também das novas realizações espirituais.

O buscador deve procurar orientação por muitas razões, entre elas a sua própria inexperiência e o fato de estar sujeito ainda às ilusões do passado, como prova a tendência comum aos iniciantes de procurar poderes e fenômenos; além do fato do mundo espiritual ser esta espécie de “campo minado” de falsa-informação e desorientação. Aquele que não busca ajuda tampouco poderá oferecê-la, e esta situação não é muito abençoada pelas forças espirituais porque pouco contribui para a evolução do todo.

Assim, que cada um possa assumir a sua parte de responsabilidades pelo seu próprio destino e também do planeta onde vive, tratando de experimentar o novo antes de tudo dentro de nós como semeadura para o todo.


Luís A. W. Salvi é filósofo holístico e autor polígrafo com cerca de 140 obras, e na última década vem se dedicando especialmente à organização da "Sociologia do Novo Mundo" voltada para a construção sócio-cultural das Américas.

Contatos: webersalvi@yahoo.com.br 
Fones (51) 9861-5178 e (62) 9776-8957
Editorial Agartha: www.agartha.com.br

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