“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

APRESENTAÇÃO ........ HOME......... INICIAL...... .....EDITORA............VIDEOS.......... GRUPOS ...... . GLOSSÁRIO

Mani-Padme: a dialética da Meditação

Ao analisarmos o Ashtanga Yoga de Patanjali, ou a Ioga de Oito Partes, vemos que existem ali uma série de preparações para a meditação, incluindo uma sequência prévia de disposições mentais como abstração e concentração. Toda esta preparação é realmente útil para a colheita dos frutos da meditação. E para aquele que está bem preparado, todas as etapas já podem representar formas de meditação.

Em termos gerais e objetivos, as práticas tendem a se resumir ao Yoga físico e à Meditação, agregando eventualmente outras práticas no seu entorno. É comum assim que a prática meditativa tenha suas etapas. Muitas vezes o pranayama é usado como introdução, para fins de relaxamento e de concentração, seguindo-se então algum tipo de meditação, que pode usar também formas e direcionamento.

Técnicas e polaridades

Muitas vezes estas duas práticas principais que são o yoga e a meditação, são realizadas em momentos distintos do dia, por soar o primeiro como mais solar e positivo, e o último como algo mais lunar e negativo. Esta estrutura está muito presente nos ashrams da Índia ou em templos orientalistas, por exemplo. Tenho na memória estas experiências de quando vivi em ashrams. Por longo tempo a meditação sentada noturna foi exclusivamente usada para praticar a busca da Presença interna, numa saborosa experiência de atemporalidade. E o conjunto dos iogas físicos por sua vez, com destaque para os Ekapadas (posições de pé), eram destinados a trabalhar com as energias mais objetivamente, especialmente por orientação interna nossa.

Naturalmente isso tampouco esgota as atividades necessária; estudos e ritos também se faziam presentes e sempre são importantes. Sigamos porém com as polaridades em questão.

Quando evocamos o Sol estamos normalmente tratando também da dimensão intelectual ou mental. Há práticas de meditação que fazem um uso positivo ou criativo da mente. Isto é diferente pois daquelas práticas mais contemplativas -portanto de caráter lunar- que almejam deter a mente para alcançar o contato do Ser ou do próprio coração; ainda que práticas mentais criativas também possam trabalhar energias semelhantes. Esta dialética está representada de muitas formas no yoga, a partir do seu próprio simbolismo - o Shiva Lingam por exemplo, que na verdade é Lingam Yoni, ambas as polaridades. O mais famoso mantra tibetano exalta o mesmo nas formas Mani ou jóia e Padma ou lótus, já fazendo uma nítida alusão a certos chakras superiores.

O assunto também merece aqui uma observação. Acontece que os termos ioga e meditação são muito fluídos e intercambiáveis. Além disto o assunto das posturas comporta polêmicas. Não queremos de nenhum modo desprezar as tantas posições do Hatha Yoga, mas existem dúvidas quanto à sua verdadeira antiguidade ou tradição. Um dos supostos riscos do Hatha-Yoga seria induzir ou estimular os chakras inferiores. A nosso ver porém cabe apenas dosar e relativizar o papel de certas práticas. Qualquer meditação pode oferecer perigos se for mal conduzida, independentemente das posturas adotadas. Hatha costuma ser associada à saúde física, porém sequer a saúde representa um fim em si mesma.

Para certos estudiosos a menção à postura nos tratados antigos era simplesmente sentar numa posição adequada, mais ou menos como o Budismo geralmente demonstra em relação aos Budas e Bodhisatwas. Também é comum achar estas entidades de pé, e aqui teríamos então a principal dualidade postural existente. Ou seja: sentado ou de pé com poucas variações, ainda que a gestualística das mãos (que são os mudras) permaneça rica e variada.

Aqui devemos notar então que as posturas de pé prestam-se muito para as chamadas deidades iradas e outras atividades que envolvem fogo ou grande energia, como é o caso de Shiva Nararaja. Temos inclusive sugerido que Maitreya emprega comumente posturas distintas de Gautama por representar o Buda de uma era positiva.

Assim, cada prática pode ser útil para desenvolver uma dada polaridade de energias. Oportunamente quando estas energias estiverem suficientemente desenvolvidas, o praticante poderá ensaiar também a sua fusão. De todo modo esta dialética pode ser complexa; podendo incorporar novas técnicas e avançar nas sínteses.

Nada disto resulta portanto em regras rígidas. Mesmo posturas sentadas podem agregar práticas positivas. O ioga egípcio trabalha apenas posturas de pé que adotam variações sutis, alternando as polaridades das práticas. Na verdade até mesmo deitado tudo isto pode ser realizado, se houver suficiente disciplina e determinação, e quando as condições do corpo já não oferecem muitas outras possibilidades. Aqui podemos recordar que os processos de meditação e de cura espiritual também podem ser muito próximos entre si.

Mente & Coração

A conexão e a complementaridade entre mente e coração representa algo muito tradicional e presente em toda a iconografia sagrada. E isto por si só já representa uma alusão didática sobre os centros mais seguros e importantes para serem trabalhados.

Comumente os santos possuem auras ou halos na cabeça e no coração conjuntamente. A conexão esotérica acontece neste caso através do chakra coronário, o qual também possui uma subdivisão menor de doze pétalas análogas às do coração.

No homem comum estas coisas andam separadas aparentemente, produzindo conflitos e confusão. Já no sábio cada vez mais estas polaridades buscam se harmonizar e comunicar entre si.

Lamentavelmente a realidade da jóia é notoriamente subvalorizada na hermenêutica budista, em contrapartida com o lótus bem melhor compreendido. Com isto as pessoas passaram a confundir o Vazio com a iluminação, quando na realidade não passa de um esclarecimento sobre a vacuidade das coisas. Daí a necessidade do verdadeiro entendimento que também está simbolizado pela jóia, além de representar o conjunto das energias positivas da espiritualidade. Por isto a iconografia da jóia também é rica e eloquente, especialmente quando associada a Vajra. No caso de Cintamani a jóia é até mesmo plural, e sua presença no corcel sagrado significa a iluminação da mente e o poder iluminador da mente. O próprio símbolo popular do Lung-ta ou cavalo-de-vento traz alusões ao Elemento Ar mental. Como trata-se de uma energia positiva envolve maior dinamismo e criatividade, algo incomum numa era negativa e contemplativa como a de Peixes - mas que necessita ser revertido em prol da nova era que chega.

Geralmente se associa o coração ao amor e à compaixão, e a mente à luz e à imaginação. Porém existe um terceiro princípio capital aqui que muitas vezes fica apenas subentendido que é o papel do mantra como dinamizador destas energias. Não casualmente no mantra de compaixão OM MANI PADME HUM, mente e coração estão cercados por bijas poderosos - e também polarizados eles mesmos se se quiser, interna ou reciprocamente, numa indicação do verdadeiro destino comum das energias da mente e do coração. O mantra comumente é visto como upadhi, veículo, mas por sua importância ele também adquire um papel e um protagonismo próprio.

O Budismo trabalha com duas grandezas: vastidão e profundidade, singelamente presentes no símbolo da cruz. Naturalmente relacionam-se à mente e à coração de forma respectiva. Um símbolo muito próprio também destas realidades é a dupla imagem de Chenrezig, a sentada contemplativa e a de pé (como Lokeswara) criadora.

O caminho gradual

Geralmente se imagina ser possível reunir ambos os princípios numa só prática, mas esta é uma ideia apenas relativa. Pois cada princípio trata-se também de um universo próprio que precisa ser desenvolvido de forma mais ou menos autônoma, antes que possam realmente unificar-se, o que acontece somente na iluminação. Por si só esta dualidade pode resultar em símbolos complementares como o solve et coagula da alquimia, o cálice e a hóstia do cristianismo, ou a joia e o lótus do budismo. O símbolo yab-yum macho-fêmea do Budismo Tibetano remete à técnica e à sabedoria, podendo da mesma forma atender a estas polaridades.

A meditação de polaridade positiva vai do centro para a periferia, sendo assim uma prática solar irradiante que atua a partir da mente e passa pelo coração. A meditação de polaridade negativa vai da periferia para o centro, sendo assim uma prática lunar concentrada que atua a partir do coração e passa pela mente.

Muitas tradições ilustram esta progressão. No símbolo do Tao, por exemplo, temos as polaridades extremas na sua periferia, logo elas se mostram em equilíbrio mais ao centro, até chegar no núcleo absoluto que é o eixo do emblema do Tao onde tudo está unificado.

Todo este sistema já resulta pois bastante didático. Mesmo assim prudência e persistência são sempre regras fundamentais.


Acesse a "Doutrina Secreta Revelada" - Novas Sínteses de Ciência, Religião e Filosofia para a transição planetária

Conheça também @editorial_agartha e Canal Agartha wTV

Para acessar as Obras da Nova Dispensação clique Aqui. Os conteúdos em formato e-book são disponibilizados gratuitamente.

https://agartha-edicoes.blogspot.com

ou

www.agartha.com.br


Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.  




Tradição Oral e Iniciação

Para aquele que vive em nossos tempos atuais, pensar numa cultura ágrafa representa um desafio considerável, situando-se quase além da nossa imaginação. Quase esquecemos que grande parte da literatura que provém da Antiguidade tinha natureza oral, e que somente muito mais tarde é que recebeu uma ou mais versões escritas. Acostumados como estamos amplamente com os estudos, ficamos a nos perguntar como eram os estudos então e como as pessoas faziam para aprender.

Aqui devemos lembrar que a transmissão oral era muito rica, contando com diferentes categorias de instrutores. Além da educação doméstica, havia os contadores de histórias, que muitas vezes eram os próprios xamãs ou ou sacerdotes. Depois, a forma do conhecimento também era diferente. Havia muito conhecimento mágico e as analogias (chamadas “assinaturas”) eram muito valorizadas. 

A cultura oral era considerada mais divertida, mais viva, mais real, e naturalmente mais social ou coletiva. O prazer solitário de ler um bom livro era substituído por ouvir escutar um contador de histórias. A atividade do aprendiz dos alfarrábios científicos era trocada pela reflexão sobre a natureza interna das coisas.

Ademais, podemos imaginar que o tempo era muito ocupado com questões práticas. Os ritos e as atividades lúdicas eram comuns, mas ao mesmo tempo havia os esforços pela sobrevivência, as atividades guerreiras, a educação das crianças, o artesanato, as construções e as práticas espirituais de diferentes naturezas, entre outras questões do cotidiano antigo e primitivo.

Contudo, devemos buscar compreender que o registro não era buscado também voluntariamente. Ou seja: preferia-se realmente a transmissão oral, como uma forma de simplificar a vida e conferir objetividade ao saber.

Na Tradição de Sabedoria, o registro é visto muitas vezes como uma espécie de fatalidade -como Platão tratou de deixar bem claro-, útil apenas quando não existe um mestre para instruir ou quando falta um discípulo para aprender. Através do registro o aspirante sincero pode ser capaz de entrever aquilo que está oculto, afinal ele está acompanhado de forças espirituais vivas capazes de lhe orientar internamente.

Nós temos plena ciência de que a tradição gráfica também é muito poderosa e impactante, podendo ter até mesmo um importante papel fundador nas sociedades e civilizações. Ainda que muitas destas literaturas tenham as suas raízes na própria tradição oral. Não é difícil realmente surpreender-nos quanto à importância do papel da literatura na formação da cultura humana. No entanto, se a realidade pode sofrer tal impacto da ficção, é apenas porque a própria ficção também pode estar amplamente amparada na realidade. Ou naquilo que acontece para além do imaginário criativo, puro e simples.

A queda da tradição oral

Sabe-se então que os Mistérios Antigos eram basicamente comunicados por transmissão oral. Este princípio ia além da simples dificuldade teórica e prática de registro na época. Tinha antes relação com seu caráter esotérico, restrito e iniciático. Sabia-se então que somente os Iniciados tinham acesso a certas realidades espirituais. Com o tempo, porém, estas antigas informações secretas passaram a ser abertamente divulgadas, de maneira escrita e formal, até como forma de não se perder o conhecimento. E com isto, também se criou a ilusão de que aquelas informações poderiam se aplicar a todos. Este é o espírito de massas que anima boa parte da religião e da filosofia.

Até certo ponto, podemos entrever uma legitimidade esotérica nesta divulgação do Oculto, em função dos esforços de socialização dos Mistérios, dentro de um quadro social áureo no qual os Iniciados tenham efetivamente sido incorporados às instituições sociais. É aquilo que em alguns meios se conhece como Sinarquia, sendo o seu resultado, nos melhores casos, aquele de implantação das Idades de Ouro da Civilização. Não obstante, é conhecido que esta situação também tende a ser transitória. E aquilo que fica são apenas superstições sobre crenças esvaziadas pelo tempo.

Seja como for, a humanidade termina vivendo parte de seus ciclos imersas em ilusões generalistas, onde à primeira vista a religião atua realmente como um ópio popular. Eventualmente mestres e avatares promoverão reformas espirituais e depurações conceituais, restaurando as escolas de iniciação. Isto segue assim até que o materialismo da cultura de massas leve o mundo a crises maiores. Deste parto é que poderá surgir uma nova idade de ouro.

A transmissão oral é importante por diferentes motivos, tais como:

1. Atesta a individualidade da transmissão do conhecimento;

2. Permite aferir fatores técnicos com maior precisão.

3. A proteção da informação dentro de círculos mais restritos.

4. As dificuldades do registro nas épocas antigas.

Todos estes são fatores de grande relevância. Queremos destacar ainda porém a questão técnica, que é justamente aquilo que termina mais prejudicado em função da massificação da informação e da redução do saber esotérico ao nível de “filosofia” e mesmo religião.

Também cabe um comentário ao aspecto da proteção, a qual pode ter da mesma forma diferentes razões, como seriam a legitimação da informação e a segurança do emprego de recursos poderosos contra mãos inábeis.

As pessoas raramente acolhem Mestres verdadeiros nas idades materialistas. Mestres que digam que elas precisam mudar de vida, que afirmam que elas não têm chances, e que suas vidas são uma completa ilusão. Enfim, Mestres que digam a verdade sem rodeios e de forma cristalina. Elas preferem a indulgência e a ilusão, algo que lhes diga que elas têm todo o tempo do mundo e que não precisam se esforçar, ao invés de realizar as renúncias e os esforços que o caminho espiritual realmente exige.

Para os Mestres a maior das chagas são as falsas doutrinas, sobretudo aquelas que prometem uma espécie de vida eterna gratuita. Por isto Buda questionou a reencarnação e Jesus contestou a ressurreição dos mortos -das formas como elas são entendidas pelo vulgo. A humanidade adora estas fábulas, e aos poderosos convém a acomodação espiritual que delas resulta. Se a pessoa ainda tiver méritos reais ela ainda terá uma chance, do contrário será pura ilusão.

Outro exemplo. Tratar da metafísica de atma não significa que todos tenham acesso a ela, a não ser que sigam um caminho. Um dos problemas das doutrinas exotéricas está na generalização que as caracteriza. Quando a filosofia se expande mais do que a técnica temos este tipo de distorção.


Para acessar as Obras da Nova Dispensação clique Aqui. Os conteúdos em formato e-book são disponibilizados gratuitamente.

https://agartha-edicoes.blogspot.com

ou

www.agartha.com.br


Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.  




El secreto de la conciencia

Hoy en día, pocas personas parecen comprender que la verdadera evolución humana fue interna, y que solo recientemente la humanidad se ha volcado hacia el exterior, es decir, hacia el desarrollo de bienes materiales. Y este hecho marca la diferencia en la resolución de los caminos de la humanidad.

Así pues, por mucho que la humanidad intente volcarse hacia el exterior, su destino está ineluctablemente marcado por el desafío de la trascendencia, so pena de su completa extinción como especie, y quizás ni siquiera entonces. Así pues, el trabajo planeado para ella ya está hecho, para bien o para mal. Los verdaderos poderes de este mundo residen en los planos internos, y desde allí controlan los acontecimientos externos.

La consciencia representa uno de los mayores enigmas del Universo, y la Ciencia ni siquiera sabe por dónde empezar a investigar, temerosa de encontrar aquello que siempre ha negado.  Entre otros factores, la conciencia humana está formada por una compleja red de energías a las que se accede a través de las facultades sutiles desarrolladas por nuestra especie, a través de dones como la telepatía, la intuición y la mediumnidad, por nombrar sólo los más comunes. Y naturalmente evoluciona a través de la cultura y la educación.

 Como todo lo demás, la consciencia no es algo ya dado a la humanidad, sino un logro de la cultura misma, quizás el más grande e importante de todos. Y es precisamente por eso que aún fluctúa y puede desarrollarse o extinguirse en cada ser humano.

La gente cree ingenuamente que este tardío despertar a la materia se debió a la etapa primitiva de la humanidad en aquel entonces, pero esto no es más que un prejuicio. La realidad es que solo ahora la humanidad se ha liberado para afrontar su ansiado "progreso" material, porque espiritualmente ya está preparada para afrontar las consecuencias de cualquier resultado.

No negamos que la evolución humana se haya producido en gran medida gracias al aumento de sus capacidades pragmáticas en el plano físico. Sin embargo, sigue siendo muy importante destacar dos puntos: a. el largo período en que las especies permanecieron en etapas culturales consideradas relativamente primarias (más del 99 % de la experiencia humana tuvo lugar durante el Paleolítico); y b. la innegable (aunque subestimada y poco conocida) importancia de la espiritualidad y la religiosidad a lo largo de su existencia hasta la actualidad.

El Homo sapiens convivió con especies más antiguas durante mucho tiempo y aprendió de sus experimentos espirituales, adoptando sus prácticas y, en ocasiones, mejorándolas. Ciertamente, esas especies también controlaban las cosas, impidiendo el surgimiento de grandes innovaciones.

La espiritualidad ha sido, a través de sus portavoces, la gran reserva de conciencia de la humanidad a lo largo del tiempo, impidiéndole embarcarse en aventuras prematuras e innecesarias. Hoy en día, es posible comprender la razón de todas aquellas autoridades que dieron a la humanidad un nuevo rumbo y la ayudaron a descubrir nuevas dimensiones de la existencia. Todo esto aplica incluso a su evolución física y a su integridad física esencial, pues la investigación moderna ha demostrado que, en última instancia, formas de vida consideradas primitivas podrían haber ayudado a los humanos a preservar mejor su salud física.

El prejuicio contra la vida natural y espiritual nos ha servido como una venda para ver otras realidades, y lo más interesante es que también es una venda mágica, no estrictamente científica ni imparcial. Sigue siendo una venda muy ideológica, hecha de maya, ilusión, obsesión y brujería, lo que no hace más que confirmar todo lo que afirmamos aquí. Son vestigios de la magia ancestral que buscaba aferrarse a este mundo con uñas y dientes, siendo capaz de realizar las aberraciones más impensables para evitar la muerte de la consciencia. A diferencia de antes, estos medios eran más sutiles y ahora serán materiales. Sin embargo, es improbable que estos nuevos esfuerzos prosperen, pues son delirios y deben ser interrumpidos por alguna crisis terminal, como siempre ocurre cuando la opresión y la locura alcanzan niveles muy altos.

La realidad es que todo fue planeado meticulosamente para que fuera así, según los dictados del Todopoderoso. Para los Iniciados, no existen límites rígidos entre este mundo y los demás. Cuando uno cierra las puertas de los sentidos, se abren otras ventanas a mundos desconocidos. Y estos mundos son tan ricos y poblados como este, si no más.

Para acceder a estos mundos, se requiere un entrenamiento intensivo. Algunas personas fuertes pueden vislumbrarlos mediante artificios, aunque estas experiencias suelen tener un alto precio. Su valor reside únicamente en proporcionar información a quienes se sienten mínimamente preparados, y luego la persona debe buscar acceso a ellos mediante técnicas apropiadas. La consciencia es la estructura más compleja del universo, ya que representa una herramienta para explorar los mundos, y cualquier paso en falso puede comprometer sus frágiles estructuras. Los laberintos de la conciencia son tan complejos que, según la Tradición, se cree que sólo un Guía experimentado es capaz de conducir a alguien por los verdaderos caminos de la liberación de la humanidad.

Todo es energía en el universo, pero solo el plano físico está hecho de energía densa o material. Para acceder a otros mundos, debemos entrenar nuestros sentidos más sutiles. Esto es importante porque nuestra estancia en este mundo físico es breve y limitada.

Cada plano es como un portal. Quienes reciben las contraseñas para el siguiente plano pasarán por el primer portal después de la muerte. Luego habrá otro portal, y otro. En ellos, la evolución de la conciencia continúa, a través de reencarnaciones y pasajes por planos sucesivos. Solo el cuarto portal asegura la verdadera inmortalidad de la conciencia y la liberación de este mundo físico, pues la naturaleza de este mundo también es cuádruple.

Estos cuatro Portales son en sí mismos un símbolo de la consciencia, conformando el mandala de la evolución humana. Los humanos los han practicado gradualmente desde los inicios de su evolución, probablemente incluso antes de la llegada del Homo sapiens. Aunque se considera que la evidencia religiosa o ritual data de hace solo aproximadamente 500.000 años (la Revolución Cognitiva humana es el fractal o el 10% de este período, correspondiente a las primeras raíces del Homo sapiens), investigaciones posteriores podrían adelantar esta fecha, especialmente porque pudo haber prácticas que no dejaron rastro.

Es un hecho relativamente conocido que cuando algo se hace evidente, es porque comenzó a ensayarse y practicarse de otras formas y a menor escala mucho antes. Dentro de la amplia variedad de cultos y prácticas místicas y religiosas, las formas varían, y muchas pueden realizarse sin dejar rastro alguno. Incluso hoy en día, existen prácticas místicas y religiosas que no dejan rastro físico de su ejecución.

En última instancia, por mucho que la humanidad se desvíe del camino correcto, todo tiende a contribuir a catapultarla hacia su destino final de sublimación. René Guénon diría que cuando el mundo se convierte en un reino de cantidad, posteriormente se transforma en un reino de calidad. Sin embargo, esta nueva «calidad» no significa necesariamente que se dará en este mundo.

Infórmese sobre "La Nueva Dispensación de la Luz de la Jerarquía".

Para acceder a las Obras de la Nueva Dispensación, haga clic aquí. El contenido del libro electrónico es gratuito.

www.agartha.com.br


Acerca del autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) ha sido un estudioso de los Antiguos Misterios durante más de 50 años. Especialista en Filosofías del Tiempo y Esoterismo Práctico, también desarrolla trabajos en los campos del Perennialismo, la Psicología de las Profundidades, la Antropología Esotérica, la Sociología Holística y otros. Ha publicado decenas de obras a través de Editorial Agartha y es el director del canal Agartha wTV.



The Secret of Consciousness

Few people seem to understand today that true human evolution was internal, and that only very recently has humanity turned outward, that is, to developing material things. And this fact makes all the difference in the resolution of humanity's paths.

So, no matter how much humanity tries to turn outward, its destiny is ineluctably marked by the challenge of transcendence, under penalty of its complete extinction as a species, and perhaps not even then. Thus, the work planned for it has been done, for better or for worse. The true powers of this world are all in the inner planes, and from there they manage the events outside.

Consciousness represents one of the greatest enigmas of the Universe, and Science doesn't even know where to begin researching, fearful of finding things it has always denied. Among other factors, human consciousness is made up of a complex network of energies accessed through the subtle faculties developed by our species, through gifts such as telepathy, intuition, and mediumship, to name just the most common. And it naturally evolves through culture and education.

Like everything else, consciousness isn't something given to humanity ready-made, but an achievement of culture itself, and perhaps the greatest and most important of them all. And that's precisely why it still fluctuates and can be developed or extinguished in each human being.

 People naively believe that this late awakening to matter was due to humanity's primitive stage at the time, but this is nothing more than a prejudice. The reality is that only now has humanity been liberated to face its longed-for material "progress," because spiritually, it is already prepared to face the consequences of whatever may result.

We do not deny that human evolution has largely occurred due to the increase in its pragmatic abilities on the physical plane. Nevertheless, it is still very important to note two points here: a. the long period in which species remained in cultural stages considered relatively primary—more than 99% of human experience occurred during the Paleolithic period; and b. the undeniable (albeit underestimated and little-known) importance of spirituality and religiosity throughout its existence up to the present day.

Homo sapiens lived alongside older species for a long time and learned about their spiritual experiments, adopting their practices and sometimes improving them. Certainly, those species also controlled things, preventing the emergence of great innovations.

Spirituality has been, through its spokespeople, humanity's great reservoir of consciousness throughout time, preventing it from embarking on premature and unnecessary reckless adventures. Today, it's possible to understand how right all those authorities were who gave humanity new directions and helped it discover new dimensions of existence. All of this applies even to its physical evolution and essential physical integrity, because modern research has shown that, ultimately, life forms considered primitive could have helped humans better preserve their physical health.

Prejudice against natural and spiritual life has served as a blindfold to prevent us from seeing other realities, and the most interesting thing is that this is also a magical blindfold, not a strictly scientific or impartial one. This is still a very ideological blindfold made of maya, illusion, obsession, and witchcraft—which only proves everything we are affirming here. These are remnants of the ancient magic that sought to cling to this world tooth and nail, having been capable of performing the most unthinkable aberrations to avoid the death of consciousness. Unlike before, these means were more subtle and now they will be material. However, these new efforts are unlikely to prosper either, because they are delusions and must be interrupted by some terminal crisis, as always happens when oppression and insanity reach very high levels.

The reality is that everything was meticulously planned to be this way, according to the dictates of the Almighty. For the Initiates, there are no rigid boundaries between this world and the others. When one closes the doors of the senses, other windows open to unknown worlds. And these worlds are as rich and populous as this one, if not more so.

To access these worlds, intensive training is required. Some strong individuals may be able to glimpse them through artifice, although such experiences often come at a high price. Their value lies solely in providing some information to those who feel minimally prepared, and then the person must seek access to them through appropriate techniques. Consciousness is the most complex structure in the universe, as it represents a tool for exploring the worlds, and any misstep can compromise its fragile structures. The labyrinths of consciousness are so complex that, according to Tradition, it is believed that only an experienced Guide is capable of leading someone along the true paths of humanity's liberation.

Everything is energy in the universe, but only the physical plane is made of dense or material energy. To access other worlds, we must train our more subtle senses. This is important because our stay in this physical world is brief and limited.

Each plane is like a portal. Those who receive the passwords to the next plane will pass through the first portal after death. Then there will be another portal, and another. In them, the evolution of consciousness continues, through reincarnations and passages through successive planes. Only the fourth portal ensures the true immortality of consciousness and liberation from this physical world, because the nature of this world is also fourfold.

These four Portals are themselves a symbol of consciousness, forming the mandala of human evolution. Humans have gradually practiced them since the earliest beginnings of their evolution, probably even before the arrival of Homo evolution. Although religious or ritual evidence is considered to date only approximately 500,000 years ago (the human Cognitive Revolution is the fractal or 10% of this period, corresponding to the earliest roots of Homo sapiens), further research may still advance this date, especially since there may have been practices that left no trace.

It is a relatively well-known fact that when something becomes evident, it is because it began to be rehearsed and practiced in other forms and on a smaller scale long before. Within the wide variety of cults and mystical and religious practices, the forms vary, and many can be performed without leaving even a short-term trace. Even today, there are mystical and religious practices that leave no physical trace of their performance.

Ultimately, no matter how much humanity errs and strays from the right path, everything tends to contribute to catapulting it toward its ultimate destiny of sublimation. René Guénon would say that when the world becomes a realm of quantity, it subsequently transforms into a realm of quality. However, this new "quality" does not necessarily mean that it will occur in this world.

Learn more about "The New Dispensation of Light of the Hierarchy"

To access the Works of the New Dispensation, click here. The contents in e-book format are available free of charge.

www.agartha.com.br


About the Author


Luís A. W. Salvi (LAWS) has been studying the Ancient Mysteries for over 50 years. A specialist in the Philosophies of Time and Practical Esotericism, he also develops works in the areas of Perennialism, Deep Psychology, Esoteric Anthropology, Holistic Sociology and others. He has already published dozens of works through Editorial Agartha, in addition to maintaining the Agartha wTV Channel.


O Segredo da Consciência

Pouca gente parece compreender hoje que a verdadeira evolução humana foi interior, e que somente em datas muito recentes é que a humanidade tem se voltado para o exterior, ou seja, para desenvolver as coisas materiais. E este fato faz toda a diferença na resolução dos caminhos da humanidade.

De modo que por mais que a humanidade tente voltar-se para fora, o seu destino está inelutavelmente marcado pelo desafio da transcendência, sob pena da sua extinção completa como espécie, e talvez nem mesmo assim. De sorte que o trabalho planejado para ela tem sido feito, para bem e para mal. As verdadeiras potências deste mundo estão todas nos planos internos, e desde lá manejam os acontecimentos fora. 

A consciência representa um dos maiores enigmas do Universo, e a Ciência não sabe nem por onde começar a pesquisar, temerosa de terminar encontrando coisas que ela sempre negou. Entre outros fatores, a consciência humana está constituída por uma complexa rede de energias às quais tem acesso através das faculdades sutis desenvolvidas por nossa espécie, mediante dons como a telepatia, a intuição e a mediunidade; apenas para mencionar as mais comuns. E naturalmente evolui através da cultura e da educação.

Como tudo o mais, a consciência não é algo que foi dada pronta para a humanidade, mas uma conquista da própria cultura, e talvez a maior e a mais importante delas. E é por isto mesmo que ela ainda oscila e pode ser desenvolvida ou apagada em cada ser humano.

As pessoas julgam ingenuamente que tal despertar tardio para a matéria deveu-se ao estágio primitivo da humanidade de então, mas este não passa de um preconceito. A realidade é que somente agora a humanidade foi liberada para encarar o seu ansiado “progresso” material, porque espiritualmente ela já estaria preparada para enfrentar as consequências daquilo que possa disto resultar.

Nós não negamos que a evolução humana decorreu amplamente em função do aumento das suas habilidades pragmáticas no plano físico. Não obstante, mesmo assim é muito importante observar aqui duas questões: a. o longo período em que as espécies permaneceram em estágios culturais considerados relativamente primários -mais de 99% da experiência humana ocorreu durante o período Paleolítico, e b. o peso inegável (ainda que subestimado e pouco conhecido) da espiritualidade e da religiosidade no decurso de sua existência até os nossos dias.

O Homo sapiens conviveu longamente com espécies mais antigas e conheceu os seus experimentos espirituais, adotando as suas práticas e por vezes aprimorando-as. Certamente aquelas espécies também controlavam as coisas, impedindo o surgimento de grandes novidades.

A espiritualidade tem sido através dos tempos a grande reserva de consciência da humanidade, através de seus porta-vozes, impedindo que ela se jogasse em aventuras temerárias precocemente e sem necessidade. Hoje já é possível compreender o quanto estavam certas todas aquelas autoridades que deram às humanidades outras direções e lhe auxiliaram a descobrir novas dimensões da existência. Tudo isto é válido até mesmo quanto à sua evolução física e sua integridade física essencial, porque pesquisas modernas têm demonstrado que no final das contas as formas de vida consideradas primitivas poderiam ter ajudado o ser humano a preservar melhor a sua saúde física. 

O preconceito contra a vida natural e espiritual tem servido de viseira para não se enxergar outras realidades, e o mais interessante é que também se trata esta de uma viseira mágica, e não propriamente científica ou isenta. Esta é ainda uma viseira muito ideológica feita de maya, de ilusão, de obsessão e de feitiço -o que apenas prova aquilo tudo que estamos aqui afirmando. Estes são resquícios da magia antiga que desejava agarrar-se a este mundo com unhas e dentes, havendo sido capaz de realizar as mais impensáveis aberrações para evitar a morte de consciência, à diferença de que antes estes meios eram mais sutis e agora serão materiais. Contudo, estes novos esforços tampouco deverão prosperar, porque são delírios e deverão ser interrompidos por alguma crise terminal como sempre acontece quando a opressão e a insanidade chegam a graus muito elevados.

A realidade é que tudo foi meticulosamente planejado para ser assim, de acordo com os ditames do Altíssimo. Para os Iniciados não existem fronteiras rígidas entre este mundo e os outros. Quando alguém fecha as portas dos sentidos, outras janelas se abrem para mundos desconhecidos. E estes mundos são tão ou mais ricos e populosos do que este.

Para ter acesso àqueles mundos é preciso realizar um treinamento intensivo. Algumas pessoas fortes podem conseguir vislumbres deles através de artifícios, muito embora se costume pagar um preço alto demais por tais experiências. Seu valor está unicamente em fornecer algumas informações, para aqueles que sentem-se minimamente preparados, e depois a pessoa deverá buscar o acesso a eles através de técnicas apropriadas. A consciência é a estrutura mais complexa do universo, pois representa uma ferramenta para explorar os mundos, e qualquer passo em falso pode comprometer as suas frágeis estruturas. Tão complexos são os labirintos da consciência, que por Tradição reputa-se que somente um Guia experiente é capaz de conduzir alguém pelos verdadeiros caminhos de libertação da humanidade.

Tudo é energia no universo, porém somente o plano físico está feito com energia densa ou material. Para acessar os outros mundos é preciso treinar os nossos sentidos mais sutis. Isto é importante, porque a nossa estada neste mundo físico é breve e limitada.

Cada plano é como um portal. Aquele que recebe as senhas para o próximo plano atravessará o primeiro portal após a morte. Em seguida haverá outro portal e outro. Neles a evolução da consciência continua, através de reencarnações e de passagens por planos sucessivos. Somente o quarto portal assegura a verdadeira imortalidade da consciência e a libertação deste mundo físico, porque a natureza deste mundo também é quadruple.

Estes quatro Portais são eles mesmos um símbolo da consciência, formando o mandala da evolução humana. O ser humano tem se exercitado paulatinamente por eles desde os mais remotos primórdios da sua evolução, provavelmente antes mesmo da chegada da evolução Homo. Embora se considere que as evidências religiosas ou de rituais remontem apenas há cerca de 500 mil anos atrás (a Revolução Cognitiva humana é o fractal ou 10% deste período, que corresponde às raizes remotas do Homo sapiens), novas pesquisas ainda podem fazer avançar esta data, até porque pode haver tido práticas que não deixaram rastros. 

É um fato relativamente conhecido que quando algo chega a se plasmar com evidência, é porque muito antes se começou a ensaiar e a praticar de outras formas e em menor escala. Dentro da ampla variedade de cultos e de práticas místicas e religiosas, as formas são variáveis e muitas podem ser realizadas sem deixar vestígios sequer de curto prazo. Ainda hoje existem práticas místicas e religiosas que não se traduzem em deixar rastros físicos da sua realização.

Enfim, por mais que a humanidade erre e se desvie dos bons caminhos, tudo tende a contribuir para que ela seja catapultada na direção dos seus destinos finais de sublimação. René Guénon diria que, quando o mundo se torna um reino da quantidade, ele em seguida se transforma em reino da qualidade. Porém, esta nova “qualidade” não significa que aconteça necessariamente neste mundo.

 Conheça “A Nova Dispensação de Luz da Hierarquia” 

Para acessar as Obras da Nova Dispensação clique Aqui. Os conteúdos em formato e-book são disponibilizados gratuitamente.

www.agartha.com.br


Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV.  




A Grande Chave do Hermetismo

A última menção importante que queremos fazer é de outra natureza, tratando de outro aspecto da técnica do Agni Yoga, presente dentro de um dos grandes clássicos da literatura esotérica, oriunda da cultura helenística do Egito -a mesma dos Terapeutas do Deserto alexandrinos que teriam influenciado Jesus em suas buscas avançadas pela iniciação. Trata-se pois daquela essência ou base operativa da Tábua de Esmeraldas de Hermes Trismegisto, voltada para o processo de aquisição da fortaleza interior, através do processo descrito sumariamente nestes termos: 

“Separarás a Terra do Fogo, o sutil do denso, suavemente e com grande perícia.

“Sobe da terra para o Céu e desce novamente à Terra e recolhe a força das coisas superiores e inferiores.

“Desse modo obterás a glória do mundo.

“E se afastarão de ti todas as trevas.

“Nisso consiste o poder poderoso de todo poder: vencer todas as coisas sutis e penetrar em tudo o que é sólido.”

Trata-se portanto de uma abordagem geral, que pouco diz da técnica em si, salvo breves indicações sobre o emprego central da vontade (telesma) e quanto à harmonização das polaridades, mas que descreve perfeitamente os objetivos espirituais em tela, que é a aquisição definitiva de uma fortaleza interior, capaz de penetrar com o sutil até mesmo as coisas densas. Certamente os encerramentos também são eloquentes, a saber:

“Assim o mundo foi criado.

“Esta é a fonte das admiráveis adaptações aqui indicadas.

“Por esta razão fui chamado de Hermes Trismegisto, pois possuo as três partes da filosofia universal.

“O que eu disse da Obra Solar é completo.”

Ou seja: trata-se de um poder de coordenar o mundo de forma deliberada -este é o sentido da palavra “criação”-, e já afirmamos que muitos criadores da Civilização foram discípulos da Hierarquia espiritual. Trata-se ademais de uma obra Trina e portanto completa, por assim dizer, própria de u’a maestria. E por fim declara se tratar de uma “obra solar”, e portanto de iluminação plena, ainda que na prática se trate mesmo ainda de uma transfiguração espiritual.

O tempo mínimo total também estaria sugerido no alfarrábio do “três vezes sábio”: três anos para cada etapa triple (de noviciado, discipulado e iniciado, ou etapas negra, branca e vermelha da Alquimia), consumando assim “o nove da iniciação” de que fala Alice A. Bailey, a começar pelos tradicionais três anos de retiro que prescrevem os budistas ou de “esforços concentrados” num ashram, destinados especialmente aos noviços -como entre os Brahmacharyas hindus portanto. 

O Ensinamento do Agni Yoga de Helena Roerich (ver na sequência) pedia sete anos de consagração do discípulo. No âmbito da Tetraktys isto abarcaria os dois primeiros estágios de iniciação ou 4+3 anos para o noviciado e o discipulado somados, ao passo que os restantes 2+1 anos já integrariam as etapas de liberação e de iluminação respectivamente, para ser capaz de atuar então com equilíbrio e desprendimento no mundo. O mais importante porém é o estágio inicial de retiros e disciplinas físicas. Quem não pode dispor de três ou quatro anos de sua vida para a espiritualidade “na flor da vida”, tampouco deveria esperar ver a espiritualidade florescer em sua existência. Ao menos assim reza a Lei do Carma; contudo também existe a Lei da Compaixão pela qual certos objetivos podem ser alcançados sob a intermediação divina em qualquer tempo.

A técnica da Tábua de Esmeraldas pode ser considerada tântrica por combinar as coisas do céu e da terra. E tudo isto é muito importante de compreender não somente por si mesma, como pelo fato de ser uma realidade que há muito praticamente tem escapado às práticas espirituais correntes, as quais tem se limitado bem mais a uma mística contemplativa. 

LAWS, “A Doutrina Secreta Revelada”, Volume V, “Filosofia Oculta”.

www.agartha.com.br

Para acessar as Obras da Nova Dispensação clique Aqui. Os conteúdos em formato e-book são disponibilizados gratuitamente.


Raízes Arcaicas do Yoga Solar

 

Agni Yoga é a Ioga do Fogo ou que trabalha diretamente com as energias, de forma dinâmica e criativa, representando também a essência e a prática do conceito original de meditação, hoje grandemente perdido e reduzido a práticas contemplativas. Queremos evocar neste Capítulo três grandes momentos anteriores da cultura esotérica onde podemos observar a menção estratégica e tradicional da Ciência do Fogo, segundo as suas origens arcaicas, antigas e clássicas, por assim dizer. 

Testemunhos arcanos da Ciência Solar

Segundo a Doutrina Secreta de Blavatsky, o yoga seria praticado pela humanidade desde a sua primeira raça lá na aurora do Pralaya há mais de 20 mil anos. Ao menos a apresentação do seu Volume II ou “Antropogênese” traduz nestes termos a natureza da “raça hyperbórea” original, como sendo uma verdadeira “raça de yogues”. Não obstante já ali se mostra também as Hierarquias preocupadas em encontrar debalde indivíduos “com mente” a fim de ministrar certas iniciações mais avançadas. Tal coisa somente poderia ser alcançada com sucesso na terceira raça (mais exatamente em meados da mesma), chamada de Lemuriana, em função do alinhamento desta raça com o terceiro plano ou mental. 

Nesta ocasião foi possível ativar então a Iniciação Solar na humanidade, permitindo a aproximação de um rico contexto de Hierarquias envolvendo os Manasaputras ou “Portadores de Mente”, assim como os Agnishwattas ou “Senhores do Fogo” e até os grandes Kumaras responsáveis pela organização do centro de Shambhala. Certamente se aproximava então uma transição planetária e os devidos preparativos deveriam ser realizados. Para agilizar espiritualmente tudo isto se começou a organizar uma nova Hierarquia espiritual destinada a cuidar das coisas do Manvantara que chegava. E o instrumento espiritual a ser empregado para isto seria a energia Fohat, o poder criador da mente espiritual, proporcionando assim a Iniciação solar para vários expoentes daquela raça. 

Estes últimos acontecimentos teriam ocorrido há cerca de doze mil anos atrás, o que corresponde a dizer um arco completo do Ano Cósmico, por assim dizer, fato este com grandes implicações para os nossos dias também, permitindo uma restauração dos conhecimentos de então para acionar uma nova mudança de rondas. Tais cronologias também puderam ser apuradas após se analisar criteriosamente todos os dados esotéricos existentes e retirados os véus que sobre elas pesavam. O seu registro foi realizado em escrituras tântricas tibetanas escritas em folhas de palmeiras como aquelas traduzidas por Blavatsky sob o nome de “Estâncias de Dzyan”. Apesar destes registros poderem remontar aos primeiros séculos da Era de Peixes, os conteúdos são bastante mais antiguistas (ou arcaístas), até mesmo pré-históricos como se percebe.

Uma Luz na Antiguidade

Eis porém que passados nove mil anos do citado evento-Shambhala, um quadro não muito diferente voltaria a se reproduzir no seio de uma nova raça terciária na aurora da própria raça árya, a qual costuma ser considerada como a terceira raça do atual Manvantara. Desta feita um outro tipo de registro foi encontrado para testemunhar a realidade do Yoga Solar. Uma famosa dinastia ou, mais exatamente um famoso faraó considerado herege, que foi Akhenaton, teria sido o grande responsável por esta nova grande epifania espiritual. A imagem completa deste painel poderá ser encontrada no Capítulo 28, adiante.

A esotérica Segunda Capela de Tutankamon

Não estamos falando porém do culto solar exotérico realizado pela família do faraó nas suas conhecidas representações piedosas, e sim de algo que ficou oculto por milênios até ser milagrosamente encontrado pelos arqueólogos nos começos do Século XX. Acontece que por detrás daquela religião solar que motivou uma verdadeira revolução cultural na época, havia também um culto solar esotérico destinado apenas aos verdadeiros Iniciados dos Mistérios de Aton, o deus Sol. E a natureza destes ritos misteriosos chegaram a ser então criteriosamente registrados na tumba não do próprio Akhenaton, a qual nunca foi encontrada, mas sim de seu filho Tutankaten, quem ficou realmente conhecido para a história como Tutankamon. 

Em especial a Segunda Capela de Tutankamon concentra tais registros esotéricos, com informação visual incrivelmente completa das Nove Séries da meditação do Agni Yoga.  O culto solar de Akhenaton era portanto apenas uma parte externa ou religiosa desta prática esotérica. Esta breve dinastia Solar viveu em meados da raça árya, em simetria portanto aos acontecimentos kumáricos da Lemúria. Neste sentido poder-se-ia até considerar a cidade fundada por Akhenaton, chamada Aketaton ou “Horizonte de Aton”, como uma nova Shambhala solar.

LAWS, “A Doutrina Secreta Revelada”, Volume V, “Filosofia Oculta”.

www.agartha.com.br

Para acessar as Obras da Nova Dispensação clique Aqui. Os conteúdos em formato e-book são disponibilizados gratuitamente.