“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

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Tradição Oral e Iniciação

Sabe-se que os Mistérios Antigos eram basicamente comunicados por transmissão oral. Este princípio ia além da simples dificuldade teórica e prática de registro na época. Tinha antes relação com seu caráter esotérico, restrito e iniciático. Sabia-se então que somente os Iniciados tinham acesso a certas realidades espirituais. Com o tempo, porém, estas antigas informações secretas passaram a ser abertamente divulgadas, de maneira escrita e formal, até como forma de não se perder o conhecimento. E com isto, também se criou a ilusão de que aquelas informações poderiam se aplicar a todos. Este é o espírito de massas que anima boa parte da religião e da filosofia.

Para os Mestres a maior das chagas são as falsas doutrinas, sobretudo aquelas que prometem uma espécie de vida eterna gratuita. Por isto Buda questionou a reencarnação e Jesus contestou a ressurreição dos mortos -das formas como elas são entendidas pelo vulgo. A humanidade adora estas fábulas, e aos poderosos convém a acomodação espiritual que delas resulta.

Outro exemplo. Tratar da metafísica de atma não significa que todos tenham acesso a ela, a não ser que sigam um caminho. Um dos problemas das doutrinas exotéricas está na generalização que as caracteriza. Quando a filosofia se expande mais do que a técnica temos este tipo de distorção.

Até certo ponto, podemos entrever uma legitimidade esotérica nesta divulgação do Oculto, em função dos esforços de socialização dos Mistérios, dentro de um quadro social áureo no qual os Iniciados tenham efetivamente sido incorporados às instituições sociais. É aquilo que em alguns meios se conhece como Sinarquia, sendo o seu resultado, nos melhores casos, aquele de implantação das Idades de Ouro da Civilização. Não obstante, é conhecido que esta situação também tende a ser transitória. E aquilo que fica são apenas superstições sobre crenças esvaziadas pelo tempo.

Seja como for, a humanidade termina vivendo parte de seus ciclos imersas em ilusões generalistas, onde à primeira vista a religião atua realmente como um ópio popular. Eventualmente mestres e avatares promoverão reformas espirituais e depurações conceituais, restaurando as escolas de iniciação. Isto segue assim até que o materialismo da cultura de massas leve o mundo a crises maiores. Deste parto é que poderá surgir uma nova idade de ouro.

A transmissão oral é importante por diferentes motivos, tais como:

1. Atesta a individualidade da transmissão do conhecimento;

2. Permite aferir fatores técnicos com maior precisão.

3. A proteção da informação dentro de círculos mais restritos.

4. As dificuldades do registro nas épocas antigas.

Todos estes são fatores de grande relevância. Queremos destacar ainda porém a questão técnica, que é justamente aquilo que termina mais prejudicado em função da massificação da informação e da redução do saber esotérico ao nível de “filosofia” e mesmo religião.

Também cabe um comentário ao aspecto da proteção, a qual pode ter da mesma forma diferentes razões, como seriam a legitimação da informação e a segurança do emprego de recursos poderosos contra mãos inábeis.

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Sobre o Autor

Luís A. W. Salvi (LAWS) é estudioso dos Mistérios Antigos há mais de 50 anos. Especialista nas Filosofias do Tempo e no Esoterismo Prático, desenvolve trabalhos também nas áreas do Perenialismo, da Psicologia Profunda, da Antropologia Esotérica, da Sociologia Holística e outros. Tem publicado já dezenas de obras pelo Editorial Agartha, além de manter o Canal Agartha wTV 




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