“Apenas os pequenos segredos precisam ser guardados, os grandes ninguém acredita” (H. Marshall)

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O Mapa do Destino


por Luís A. W. Salvi (LAWS)
www.agartha.com.br

Planejamento é uma coisa essencial na vida, e tanto mais quanto forem complexas as coisas, tal como quando temos necessidades urgentes, metas elevadas e no caso de sociedades inteiras; ou mesmo todas estas coisas reunidas.
O ser humano aprecia exercitar o seu livre-arbítrio, ainda que a pessoa simples prefira receber um roteiro mais ou menos pronto para seguir. É que o homem por vezes ignora que o livre-arbítrio também se exerce na obediência e na cooperação. Liberdade não é sinônimo de rebeldia, pois também existe o cativeiro de si. Ademais, o conselho das forças superiores é importante, porque de outra parte existe a influência do inferior.
Uma coisa é o deixar-se viver, sujeito a boas e más influências. Geralmente este caminho leva à incerteza e à perda. Verdade é que mesmo um planejamento pode ser plural, bom e ruim. Uma programação pode conduzir ao Destino, se for boa, ou pode encadear na Fatalidade se ela for ruim.

Muitas vezes o ser humano planeja a sua vida de forma menor, apenas para o seu bel prazer. As tiranias de origem externa, que são aquelas que realmente impõem a servidão, representam um planejamento inferior e não-libertador. Modernamente, estas tiranias exógenas são mascaradas de todas as formas, sob títeres de todas as colorações e até pela própria Democracia formal (o “fetiche do voto”), cuja função é praticamente tão somente administrativa. Os homens lutam em suas políticas, meramente pelo direito de morrer de pé ou deitado.

Existem, porém, planejamentos também superiores, como aqueles que proporcionam as Escolas de Iniciação aos indivíduos, ou que revelam os estadistas e os mestres para as coletividades. Um sujeito e uma nação predestinados, estão sujeitos a um programa profundo. Não raros os predestinados sofrem perseguições ou a ação das forças da Fatalidade. Nestes casos, porém, muitas vezes também acontece a interferência da Providência, a fim de resgatar os caminhos retos do Destino.
Tal como a Fatalidade está relacionada aos interesses do corpo e da matéria, e a Providência advém do plano do Espírito, o Destino está diretamente relacionado à esfera da Alma. Assim, é pelo trabalho da Alma –que é basicamente o auto-conhecimento-, do amor e do serviço à raça e à evolução geral, que o iniciado contata aquilo que está diretamente relacionado a ele, tal como o seu Mestre e a sua Alma-gêmea. Através da fidelidade ao Plano, seguindo o caminho reto da Alma, ele alarga o caminho e abrange as restantes esferas, transformando a esfera da Alma numa realidade plena e absoluta.

Podemos dizer que o Destino é humano, a Providência é divina e a Fatalidade é diabólica. Mas eis que as forças das trevas ainda imperam na Terra, por isto aquele que deseja conquistar a beleza do seu próprio Destino, e ainda auxiliar o planeta a fazer o mesmo, deve se agarrar com todas as suas forças à Providência divina e seus mensageiros. De certa forma, falta apenas um lance de esforços a ser feito pela humanidade e por aqueles que sempre a orientam, no período chegado da Nova Era, porque depois disto o planeta ascenderá em definitivo nas escalas vibratórias do cosmos, através dos esforços realizados então.
Por detrás das questões de ordem pessoal, existe sempre um Plano maior ao qual as pessoas conscientes devem tratar de servir e pelo qual elas podem realmente crescer e evoluir. Este Plano diz respeito ao destino racial, dentro do qual interage de forma integrada o destino pessoal, uma vez que a palavra “destino” implica realmente tal ordem de integração...

Há um Plano cósmico de evolução em andamento, no qual as raças representam degraus de evolução. É preciso, neste caso, conhecer a natureza de cada degrau. Ou seja, cabe a cada raça saber qual a energia que ela deve trabalhar e desenvolver, pelo bem próprio e da evolução Maior. Tais coisas são trazidas pelos Avatares pela revelação da Lei, e administradas pelos Adeptos através da Ciência dos ciclos.
O novo Plano evolutivo racial revelado, abre perspectivas finais para a humanidade, e a coloca ante as suas maiores possibilidades de realização. Este Plano prevê, na sequência da evolução humana, que a nova raça-raiz almeje e alcance a quarta iniciação, relacionada ao centro do coração, reunindo conquistas como a iluminação verdadeira e a imortalidade, assim como ao amor verdadeiro das almas-gêmeas, trazendo assim realizações definitivas no céu e na terra, ademais de unificar estas dimensões para preparar os ciclos futuros do mundo, rumo às esferas supra-humanas e ascensionais de evolução, por assim dizer.

Ademais, não há muito mais que inventar. Trata-se apenas de “recolocar a roda em movimento”. A estrutura desta roda já o conhecemos: é o Budha, o Dharma (Lei) e a Sangha (comunidade), dentro de cada período racial. E é também a disposição correta da vida, a organização dos iniciados em mosteiros e comunidades para, a partir dali, a nova luz ser capaz de transformar o mundo e renovar a face da terra.
Tempos de renovações mais profundas, tal como o de implantação de uma nova raça-raiz (como sucede a partir deste 2012), também podem demandar um êxodo urbano organizado no rumo de novos territórios, para gerar uma nova sociedade sem a carga do passado, e também capaz de se expandir e até de influenciar o seu meio sem maiores interferências.
Tudo isto implica, como sempre acontece nas fundações espirituais, em gerar comunidades-sementes para cultuar as energias trazidas pelas novas revelações, e na medida do possível ir integrando o ambiente circundante neste novo espírito, uma vez que os servidores de Deus e do mundo entendem que as Ordens não podem permanecer isoladas do mundo, ainda que devem se proteger e preservar do excesso de influências mundanas.

De fato, existem desafios suficientes na riqueza das novas perspectivas raciais, pois cada vez menos se prevê a separação radical de homem e mulher, ou entre céu e terra. Estas fusões trazem grandes desafios que exigem, mais do que nunca, a assistência dos mestres e dos instrutores para trilhar este delicado caminho-do-meio...
Tudo começa, não obstante, com a captação da Revelação, base da nova Dispensação espiritual da raça, através é claro da identificação do revelador, do buda ou do messias, o grande arauto da Nova Aliança entre o céu e a terra, o qual concentra as energias da transição e traz para o mundo os arcanos das novas revelações. Então toca estudar, praticar e difundir os Ensinamentos, que são efetivamente para a humanidade, o próprio Caminho reencontrado da evolução ou o traçado revelado do seu Mapa do Destino.

Os novos conhecimentos

Naturalmente, a experiência sagrada dos Mestres, aporta os mais elevados instrumentos para compor o Mapa do Destino. O ser humano médio conhece um pouco destas coisas –a Astrologia, por exemplo-, ainda que bastante distorcidas. Comparativamente, é como se a informação que o homem comum tivesse fosse de ferro, e o conhecimento dos mestres fosse de ouro. De fato, existem ciências inteiras, altamente iluminadas e esclarecedoras sobre as realidades dimensionais, que o homem comum mal ouviu falar. Para dar um exemplo citado, na Índia clássica se empregava a astrologia para verificar as compatibilidades matrimoniais. Até certo ponto, tal coisa pode ser realmente de grande utilidade, porém é necessário deter as chaves corretas para avaliar as possibilidades que a Astrologia fornece, além de combiná-la com saberes afins, como é em especial o caso da Geografia sagrada.

Quanto mais complexa é a situação, mais ela demanda um planejamento. Naturalmente, a complexidade pode ser determinada por nós, ou informada superiormente, e acatada ou não. Porém, quando temos um quadro de cura ou de reconstrução em mãos, então pode realmente ficar evidente a importância do planejamento, e seria esta situação vigente durante a Idade de Ouro, quando o mundo necessita se recuperar do caos materialista destruidor do Kali Yuga, e suas graves consequências planetárias... Eis que esta necessidade também pode se revelar uma oportunidade, pois o processo de cura muitas vezes se torna uma ocasião para a regeneração moral e a retomada de contato com as forças espirituais. Nisto tudo, as informações e orientações trazidas pelos mestres, pode se revelar algo realmente precioso e insubstituível, tendo em vista a profundidade e a dinâmica necessária da restauração. Ciências e técnicas precisas são daí oferecidas, programas e projetos iluminados são elaborados, perspectivas e propostas luminosas são ofertadas. Dizem que o tempo dos deuses é 360 vezes mais veloz que o dos homens, e nesta oportunidade o ser humano percebe que necessita aproveitar a ocasião de avançar velozmente e resolve entrar nesta carruagem de fogo, tendo como cocheiros os mestres iluminados.

As pequenas orientações de auto-ajuda que hoje abundam nas livrarias, podem contribuir num plano psicológico para auxiliar contra o carma cotidiano, mas não resolvem realmente os problemas profundos e os dilemas da humanidade. As verdadeiras realidades de Deus se encontram para além disto. Quem aceita evoluir em passo-de-tartaruga por estes meios, está no seu direito, mesmo sabendo que o ritmo da destruição é muito mais veloz... Porém aqueles que pretendem se encontrar entre os eleitos, devem buscar as orientações diretas da revelação. Assim também acontecia nas Eras passadas do mundo. Quando a religião enfraquece, surgem os psicólogos e os terapeutas que, não obstante, também têm o seu papel.
Mesmo a revelação pode ser bastante indulgente em relação à humanidade, porque sabidamente os mestres e os iniciados trabalham compensando as deficiências da maioria, oferecendo a salvação através do tempo, e limitando a espiritualidade leiga a uma frequência semanal nos templos e a observância de certa ética a ser exercida na família, no trabalho e na sociedade, através de uma consagração mínima da sua existência à Dispensação atual do mundo.

Mais uma vez, não pretendemos reinventar a roda, apenas recolocá-la em movimento, de acordo às novas tendências mundiais. Assim devem ser ensinadas as pessoas, adultos e crianças, as novas metas raciais, preparando-se pois para contatar a alma-gêmea e para alcançar a iluminação definitiva, de preferência nesta mesma vida, que é a única na qual podemos apostar todas as fichas. A crença no além e no futuro, deixa de ser cega na medida das realizações atuais, porém nada substitui a estas, pois todo o resto sempre será simples conjecturas para alguém. Como a dependência da fé é inevitável para muitos, é preciso de início fincar solidamente as bases atuais de realizações. Por isto é muito importante a observância do fulcro da revelação, e buscar aquilo que de mais urgente e essencial existe para implantar a nova Lei. O que inclui a formação de comunidades e mosteiros voltados para o cultivo da nova revelação, onde se cultivem as suas energias superiores, como bases para as novas escolas de iniciação e de iluminação.

Mais uma vez, valem aqui as premissas do êxodo: “um novo espaço para um novo tempo”, e buscar locais relativamente ermos e pouco condicionados pela velha ordem, seja ela política, econômica, religiosa ou intelectual. Vale lembrar que, dentro do processo da Conquista, houve este grande lance de procurar novos territórios para afirmar as etapas emergentes da revelação espiritual. O espiritualismo da Alta Idade Média e do Renascentista, ligado a São Francisco e a Lutero, buscava espaços para se expandir como civilização nova. Isto levou franciscanos e luteranos a investir maciçamente no Novo Mundo. Juntamente vieram correntes paralelas, como os judeus fugidos da Inquisição dispostos a fomentar as repúblicas laicas e o capitalismo, e os jesuítas que protagonizavam não obstante a Contra-Reforma, mas também afirmavam uma visão renascentista ou moderna de mundo, a ponto de ter organizado o “sincretismo” das reduções guaranis.

Pois pouco adianta tentar ainda investir nas velhas revelações, porque o seu tempo já se extinguiu. A data profética de 2012, representa um dos mais importantes marcos nesta direção. A espiritualidade essencial, está diretamente vinculada à questão das raças-raízes, que recebe no 2012 um marco de precisão. As Eras zodiacais também definem uma mística importante, porém difusa, universal e popular. Naturalmente, as duas coisas podem convergir.
Tudo isto é válido, e está em vigência nos nossos tempos. A Era de Aquário é uma realidade, embora os seus marcos calendáricos não sejam tão precisos, porque entre eles está a Parúsia ou a manifestação divina. Já é possível cultivar o conhecimento, a fraternidade e a tecnologia. E a nova raça resgata e preserva as energias psíquicas da iniciação ocidental, envolvendo como dissemos a busca do amor perfeito e pela imortalidade d’alma. Que também eram os antigos Mistérios Maiores da hierarquia atlante, os quais agora retornam, porém no plano racial como Mistérios Menores.

Quem dentre as pessoas mais conscientes, deseja afinal ainda ouvir falar de uma salvação baseada unicamente na fé? Ou então, numa iluminação apenas parcial, baseada tão somente no controle da mente –porque estes eram os limites da dispensação racial árya? As pessoas querem hoje uma realização total e o cumprimento das profecias, querem conhecer a imortalidade da alma e não apenas acreditar nela. O espírito científico aquariano se estende à espiritualidade, através do ocultismo prático e da técnica esotérica, aos quais a Ciência mundana cada vez mais vem corroborar. A técnica espiritual deve ser apurada, e para isto os saberes do Oriente são importantes, muito embora haja muitas novidades, que seriam comparativamente mais esotéricas e avançadas. Não se trata de negar o passado; ele deve antes ser reciclado e aproveitado como base para as novas metas de evolução.

O Mapa do Destino é retraçado hoje para u’a humanidade sedenta de reconstrução, de vislumbrar os horizontes de uma nova Criação, após verificado o caos de todas as coisas e perceber que as melhores oportunidades estão, de longe, em embarcar nas asas do pássaro sagrado da Hierarquia. As naves redentoras que alguns intuitivos entrevêem sendo comandadas pelos Mestres, são na verdade doutrinas sagradas, porque é isto que estes veículos e ambientes (templos, cidades) têm sempre representado nas profecias através dos tempos.


Da obra “O Caminho”, LAWS.

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